Fim da escala 6×1 vai impactar milhares de acordos coletivos
13 de julho de 2026Alessandra Barichello Boskovic, sócia da nossa área trabalhista, contribuiu em matéria de Luiza Calegari, do Valor Econômico, sobre os impactos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restringe a aplicação da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6×1).
A reportagem aborda os efeitos jurídicos e econômicos da PEC, que, se aprovada, poderá invalidar automaticamente cláusulas de acordos coletivos incompatíveis com a nova jornada, exigindo renegociações entre empresas e sindicatos. Entre os principais impactos estão a reorganização dos sistemas de turnos, o aumento dos custos trabalhistas e os desafios para setores que dependem de escalas diferenciadas.
Na matéria, Alessandra destacou que “os setores que mais devem ser afetados pelas novas exigências são os que dependem de escalas diferenciadas e de negociação coletiva para organizar suas operações, como saúde, indústria, comércio, logística, transporte, hotelaria e serviços essenciais”.
A sócia também ressaltou que tornar sem efeito parte das cláusulas definidas em negociação coletiva por causa da PEC poderá “gerar desequilíbrio do pacto coletivo”, pois, nesses acordos, empresas e trabalhadores fazem concessões recíprocas. “Muitas vezes, determinadas flexibilizações de jornada ou escalas diferenciadas são negociadas em contrapartida a benefícios econômicos, adicionais de remuneração, garantias de emprego ou outras vantagens para os trabalhadores”, afirmou.
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